BIO.COMBRASIL

SIMPÓSIO BIO.COMBRASIL 2017 – ENERGIA RENOVÁVEL NAS CIDADES INTELIGENTES

Biomassa é o material orgânico, ou seja, biodegradável, derivado de plantas ou animais e disponível de forma renovável. Biomassa inclui madeira, cereais, caules, folhas, cascas, bagaço, algas, gordura e dejetos animais, entre outras formas. Biomassa vegetal é uma denominação que inclui as substâncias orgânicas derivadas de fotossíntese. As principais motivações para aumentar a fração de biomassa na geração de energia primária relaciona-se com a redução da emissão de gases promotores de efeito estufa, reduzindo o efeito das atividades humanas nas mudanças climáticas globais, e com o aumento da sustentabilidade do sistema nacional de geração de energia. Entre as opções de energias renováveis, biomassa pode ser armazenada e exportada e, assim, pode ser usada para complementar a energia gerada por outras fontes intermitentes de energia renovável, como solar e eólica. A integração entre as fontes renováveis de geração, com a energia disponível na malha de distribuição e com o consumo industrial e urbano, devidamente apoiados pela regulamentação vigente, é fundamental para assegurar a sustentabilidade econômica, ambiental e social dos negócios.

O Simpósio BIO.COM BRASIL 2017 enfocará a ENERGIA RENOVÁVEL NAS CIDADES INTELIGENTES nos distritos industriais e nas cidades inteligentes. Ele será construído com base na experiência e resultados atingidos na sua 1ª edição, o Simpósio Internacional BIO.COM BRASIL – Biocombustível Solido: Tecnologias e Negócios, realizado em 12 e 13 de novembro de 2015, e na sua 2ª edição, Simpósio BIO.COM BRASIL 2016 – Combustível para Energia Renovável, realizado em 25 de novembro de 2016. Nessa nova edição, serão discutidos os desafios e oportunidades na integração de fontes renováveis e quais os mecanismos que possibilitam a concretização de projetos sustentáveis.

1           Público alvo

O evento é direcionado prioritariamente para profissionais e gestores dos setores público e privado, entre os quais destacam-se:

2           Objetivos geral

Nesse Simpósio, discutiremos oportunidades e gargalos existentes na implantação de projetos de energia renovável, no uso integrado e racional das diversas fontes na geração distribuída e cogeração, no gerenciamento de demanda, consumo e comercialização, visando assegurar a sustentabilidade e competitividade dos negócios.

Algumas das  tendências a serem discutidas incluem as parcerias publico privadas no âmbito de Smart Citieis e Smart Grids.

 

3           Justificativas

O evento objetiva a troca de experiências nos setores de pesquisa, desenvolvimento e inovação em tecnologia e gestão ligadas aos negócios de geração, distribuição e comercialização enfocando as energias renováveis. O eixo secundário é o desenvolvimento do setor elétrico com responsabilidade sócio-ambiental, através do uso integrado de energias renováveis e geração distribuída.

 

A geração distribuída é a geração feita próxima aos pontos de consumo e conectada ao sistema de distribuição, podendo ser feita pelo próprio consumidor. A microgeração é aquela com potência instalada até 75 kW. A minigeração possui potência instalada entre 75 kW e 3 MW para pequenas centrais hidroelétricas e cogeração qualificada e até 5 MW para as demais fontes renováveis. O sistema de compensação permite que o consumidor injete na rede o excesso de energia gerada e gere créditos para posterior compensação em até 60 meses, incluindo a compensação de autoconsumo remoto. A geração compartilhada consiste em arranjos de consumidores em consórcio ou em cooperativa que se beneficiam da mesma central de geração.

 

No âmbito da tributação, a cobrança do ICMS fica a cargo do estado. Em contrapartida, o Governo Federal isentou o PIS e COFINS incidente na energia injetada na rede por intermédio da Lei nº 13.169, publicada em outubro de 2015.

 

O Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD), lançado em dezembro de 2015, tem previsão de investimento de 100 bilhões de reais. Até 2030, o MME estima alcançar 2,7 milhões de unidades consumidoras dos setores residencial, comercial e do agronegócio. Estima-se que essas unidades corresponderão a 23.500 MW instalados e gerarão 48 TWh de eletricidade, a partir de cogeração qualificada ou fontes renováveis, um valor equivalente à metade da geração da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

 

As PPP Parceria Púbico Privadas para Smart Cities como modelo inovador de gestão de serviços públicos municipais baseado na integração de equipamentos urbanos por meio de redes elétricas inteligentes (smarts Grids) viabilizam, alem, por exemplo, da gestão da iluminação por luminárias LED, a implantação de inúmeras outras funcionalidades aos Municípios. Casos como Barcelona na Espanha, Gottemburgo na Suécia, Copenhagen na Dinamarca, Atibaia, Maringá, Guarapuava, Três Vizinhos e São João no Brasil são exemplos de projetos em desenvolvimento.

 

Por último, verifica-se que as energias renováveis também apresentam grande potencial de criação de empregos em todos os níveis da economia, tornam-se propulsor de desenvolvimento.

 

Quais as oportunidades e desafios desse cenário? Quais as inovações para uma maior eficiência e o menor custo da energia? Como as energias renováveis e a cogeração qualificada se unem às cidades inteligentes? Este é o