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mar 2017
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Publicado em 21/03/2017 11:20

Agencia Noticias Paraná

Um projeto de geração de energia a partir de biomassa desenvolvido por dois engenheiros mecânicos curitibanos abre uma nova possibilidade de redução de custos e aumento da competitividade para indústrias de pequeno e médio porte. A empresa deles obteve um financiamento de uma linha de crédito voltada à inovação da Fomento Paraná, instituição financeira de desenvolvimento do Governo do Estado, recursos usados para desenvolver os testes necessários antes da instalação definitiva das turbinas nas indústrias.

Agora, a Solidda Energia produz turbinas a vapor em tamanho reduzido para geração de energia elétrica em estabelecimentos industriais.

TRAJETÓRIA — Os engenheiros mecânicos Silvio Dalmolin e Rodrigo Duarte começaram a trabalhar com projetos de geração de energia a partir de biomassa – resíduos e cavacos de madeira e cascas de arroz, entre outros – há mais de dez anos. Até então, apenas as grandes empresas apresentavam condições de implantar máquinas geradoras de energia, por conta do alto custo e do tamanho do equipamento.

“Desde o Cefet-PR, onde nos formamos, trabalhávamos na ideia de desenvolver turbinas menores, mais acessíveis. Isso era uma demanda de mercado também”, conta Dalmolin. Em 2010, a Solidda participou da incubadora do Tecnova, programa de incentivo à inovação tecnológica em empresas de pequeno porte.

Com a ajuda do programa, desenvolveram uma turbina a vapor de tamanho reduzido, que poderia ser instalada em empresas de menor porte. “O grande ganho é que é uma energia de fonte renovável. Desde resíduos de eucaliptos até biogás, os combustíveis para os nossos geradores são inúmeros”, afirma Dalmolin.

Para desenvolver os testes antes da instalação definitiva nas indústrias, a empresa contou com o apoio da Fomento Paraná, instituição financeira de desenvolvimento do Governo do Estado. “Com o financiamento desenvolvemos uma caldeira para teste. Agora montamos o kit gerador completo e entregamos pronto para nosso cliente”, lembra o engenheiro.

O crédito ajudou também a gerar empregos. “Hoje temos mais de 40 funcionários e a ideia é expandir”, conta. Segundo os sócios, a empresa planeja os próximos passos, criando uma gama maior de produtos que poderão ser usados até por micro e pequenas indústrias.

AUTOSSUFICIÊNCIA ENERGÉTICA – De acordo com Rodrigo Duarte, a geração própria de energia elétrica nas empresas é um componente importante para melhorar a competitividade. “O custo da eletricidade é muito significativo no custo de produção das indústrias. Com o nosso sistema a indústria fica mais competitiva”, comenta.

A ideia dos sistemas geradores da Solidda Energia é que as pequenas e médias indústrias possam se tornar autossuficientes em energia, reduzindo a até zero a conta de energia dessas empresas. “Numa indústria moveleira, por exemplo, entra a madeira. A empresa faz o móvel e pode usar as aparas e outros resíduos para queimar e com isso gerar vapor. Esse vapor serve de combustível para a turbina da Solidda, que gera energia elétrica que pode ser usada no processo fabril”, explica Duarte. “Ao final do processo, não ficam resíduos e conta de luz é menor”.

CRÉDITO – As linhas de crédito da Fomento Paraná beneficiaram mais de 22 mil empreendedores nos últimos seis anos. Foram cerca de R$ 800 milhões em financiamentos concedidos para apoiar empreendimentos de micro, pequeno e médio porte em todo o Estado.

A instituição também financia os municípios para execução de obras viárias, construção de escolas, barracões industriais e revitalização de espaços públicos. Desde 2011, a Fomento Paraná contratou R$ 1,2 bilhão para atender prefeituras paranaenses.

De acordo com o presidente da Fomento Paraná, Juraci Barbosa, o financiamento para projetos inovadores é um dos grandes interesses da instituição e do Governo do Estado. E a empresa Solidda energia é um grande exemplo do aparato criado pelo Governo do Paraná para apoiar a inovação.

“Eles participaram de uma incubadora por meio do programa de incentivo à inovação tecnológica Tecnova, da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, e depois procuraram a Fomento, onde receberam crédito para desenvolver e entrar como um novo produto no mercado. Hoje, além de lucro, geram muitos empregos”, afirma Juraci Barbosa. “Isso é louvável e esse esforço precisa ser reconhecido e replicado. Essa é nossa intenção. Recurso para apoiar empresas inovadoras não falta, seja por linhas de crédito, por meio de fundos de investimento”, completa.

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